Mutango

Monday, June 29, 2009

Evangelho

Espalhar o evangelho da água (batismo de Jesus) e o Espírito que capacita as pessoas a resolverem seus problemas de pecados baseado na pura Palavra de Deus revelada na Bíblia, a Missão Nova Vida tem traduzido e publicado livros Cristãos grátis em vários idiomas.

Embora há muitos Cristãos hoje, vemos que muitos deles só vão à igreja aos Domingos, e isto não aclara o padrão e a Palavra de salvação não é achada em os seus corações. Mas Jesus disse, "Bem seguramente, digo a você, a menos que uma pessoa nasça da água e do Espírito, ele não pode entrar o reino de Deus" (João 3:5).

O que é nascer novamente aqui? Nascer novamente não é só desistir de uma vida pecaminosa e começar uma nova vida depois que acreditar em Jesus, como a maioria das pessoas pensam. Embora isto seria bom, isto em si não faz nascer novamente, nem terá como salvar. Quando a Bíblia conta-nos que nós devemos nascer novamente da água e do Espírito, significa que os "pecadores devem arrepender-se, devem acreditar no batismo de Jesus e no sangue da Cruz, e assim receber a remissão dos pecados nos seus corações e torna-se justo " Em outras palavras, significa nascer de cima. Isto não é uma mudança que vem do ser humano, mas é uma transformação que vem de Deus.

Em 1João 5:6-7, a Bíblia diz, "Ele é quem adquiriu água e sangue - Jesus Cristo; não só por água, mas por água e sangue. E é o Espírito é o que testemunha, porque o Espírito é a verdade. Há três testemunhas no céu: o Pai, a Palavra, e o Espírito Santo; e estes três são um "veio a esta terra por água e por sangue. Jesus nasceu encarnado no corpo da Virgem Maria na carne de homem, e quando completou 30, foi batizado por João Batista no Rio Jordão. O trabalho de salvação que nos faz nascer novamente da água e do Espírito começou com o nascimento de Jesus, e pelo modo como lavou os pecados do mundo por receber Seu batismo de João Batista, o representante da humanidade, no Rio Jordão.

Sabemos muito bem que Jesus foi condenado em nosso lugar por derramar Seu sangue na Cruz. Mas por quê Jesus, o próprio Deus em pecados, teve que suportar esta condenação na Cruz? Há causas e efeitos em todas coisas. Que Jesus morreu na Cruz para nossos pecados muito proximamente está relacionado ao acontecimento de Seu batismo, quando foi batizado por João Batista no Rio Jordão, era uma forma de nos colocar em suas mãos. O Apóstolo Pedro disse em 1 Pedro 3:21 que aquele batismo é um modelo que nos salva. Isso significa que Jesus veio pelo batismo e pela cruz.

No batismo de Jesus está escondido o mistério da remissão dos pecados, o mistério do nascer da água e do Espírito. Se, apesar disso, nós quisermos ignorar este batismo de Jesus e não acreditar nele, então nós nos estaremos traindo e nos afastando de Deus e abandonando a própria salvação. Os livros Cristãos grátis da Missão Nova Vida proporcionam uma explicação clara do padrão de salvação por estarem em fundações bíblicas, sólidas e completas, e eles endereçam os conceitos básicos de salvação como uma pessoa pode nascer novamente da água e do Espírito. Para mais detalhes, nós encorajamos nossos visitantes a ler os livros Cristãos grátis que nós proporcionamos em formato imprimido ou eletrônico.

Dízimo


Na Wikipedia brasileira, espécie de Enciclopedia Barsa colaborativa - mas de segundo escalão - o dízimo é definido como "a décima parte de algo, paga voluntariamente ou através de taxa ou imposto, normalmente para ajudar organizações religiosas judaicas ou cristãs. Apesar de atualmente estar associada à religião, muitos reis na Antiguidade exigiam o dízimo de seus povos".
Na Desciclopédia, compêndio sarcástico-humorístico organizado de maneira semelhante à Wikipedia, otributo está definido como "uma contribuição de 10% de tudo o que o otário fiel de uma determinada igreja tem que pagar".

  •  Y! Respostas: O que você acha do dízimo?

  • As duas definições, embora imprecisas (uma, obviamente, mais que a outra), ajudam a compor o senso comum que a população cristã brasileira deve ter a respeito da colaboração voluntária, da taxa obrigatória, da décima parte do salário, a ser entregue para a Igreja. São muitas as palavras que podem construir ou desfazer algo que é visto como uma obrigação cujo cumprimento é vantajoso, já que garantirá benesses, mas pouco se sabe realmente a respeito desta palavra que está em uso desde muito antes de Cristo, e o cristianismo, nascerem.
    É isso que nos apresenta o professor Wilson do Amaral Filho, da Escola Superior de Teologia da Universidade Presbiteriana Mackenzie. "O dízimo é uma prática muito antiga, presente nos primeiros relatos bíblicos. [...] Tem-se a impressão que o dízimo tinha o sentido de retribuição por uma graça recebida, ou uma promessa diante de um desafio a ser vencido".
    Sim, é verdade. A contribuição que você dá hoje para a sua igreja já existe desde Abraão, o homem que fundamentou o surgimento do Judaísmo, do Cristianismo e do Islamismo. Mas quando as doze tribos israelitas - os primórdios das religiões judaicas - foram libertas da escravidão imposta pelos egípcios, cerca de quatro séculos depois das primeiras doações, o dízimo aparece "reutilizado" para manter a tribo de Levi, que fora escolhida para se dedicar ao sacerdócio e, assim, estava impossibilitada de receber terra como herança.
    Esse caráter de "ajuda" que o dízimo assumiu neste momento não impediu que a tribo ligada à profissão de fé também fizesse suas doações e possibilitou que viúvas e órfãos das tribos pudessem se manter. E este, caro leitor, era apenas o início do uso do dízimo. 
    Séculos depois, ele se tornou um misto de colaboração e obrigação, seja por má compreensão da palavra de Deus pelos fiéis, seja por um desvio no discurso dos sacerdotes.
    Para onde o seu dinheiro vai
    Se estou escrevendo para uma das maiorias da população brasileira, os católicos - de acordo com o último censo do IBGE, de 2000, são quase 125 milhões de praticantes - a fábula a seguir fará sentido. Diz-se que um padre experiente chegou a uma comunidade do interior e, vendo que os habitantes do lugar não ligavam para a Igreja, não doavam o dízimo e decretavam que a Igreja havia morrido por aquelas bandas, decidiu mostrar quem estava sendo enterrado de verdade. Assim, convocou a comunidade para o enterro da Igreja e, convidando os presentes a mirarem o fundo do caixão que representava o velório da Instituição, os fazia encarar seu próprio reflexo vindo do espelho colocado ali estrategicamente. De autoria desconhecida, a fábula mostra mais do que se pensa.
    "Por que dar o dízimo? Porque Ele [Deus] sustenta a vida de modo que nada falte ao dizimista. É um princípio de fé, e o cristão passa a entender que, por meio de seu dízimo, ele próprio coopera para a legítima pregação do Evangelho", defende o professor Wilson. Traduzindo as palavras anteriores, além de ser o fecho do ciclo de "me ajude que eu te ajudo", o dízimo é a forma legítima que se encontrou para garantir que a estrutura da Igreja seja mantida sem sustos. Ou como diz o padre Jerônimo Gasques em seu livro "Dízimo e Captação de Recursos - Desafio às Comunidades do Século 21", "o dízimo deve provocar um impacto naqueles que optam por essa alternativa, que, por sinal, deveria ser a única e exclusiva da comunidade cristã. [...] Todas as necessidades da comunidade devem ser supridas pelo dízimo".
    E o que deve ser compreendido como necessidades da comunidade? Essa é uma dúvida que, mesmo respondida pelo professor Wilson e pelo padre Jerônimo, é simples de ser elucidada. Pense bem, que coisas precisam ser mantidas dentro da sua casa ou dentro da empresa em que você trabalha? O pagamento de funcionários, a manutenção da estrutura, a reposição dos itens de limpeza básicos, impostos... tudo isso custa dinheiro, como bem sabem você e seu patrão. "Cada grupo evangélico tem sua própria destinação dos dízimos. Por força estatutária cada igreja local deve ter uma diretoria, e uma tesouraria que administra todas as receitas e despesas. Geralmente as igrejas cristãs históricas são muito zelosas quanto à questão da prestação de contas, mas não é possível afirmar que todas tenham essa prática.", afirma o professor Wilson.
    Essa prestação de contas, no entanto, dá pintas de ser apenas mais uma parte do processo. Os caminhos que o dinheiro do dízimo pode fazer não aparentam ser parte das preocupações dos fieis, pelo menos aqueles que entrevistamos.
    "O Pastor é um funcionário como qualquer outro e tem seu salário. O dinheiro do dízimo não passa pela mão dele, mas é controlado pelo tesoureiro. Se eu soubesse que o dinheiro estava sendo mal utilizado, ou até mesmo roubado por alguém, eu poderia até mudar de igreja, mas não deixaria de dizimar. Eu vou cumprir a minha parte e fazer o que Deus mandou que eu fizesse. Ele que acerte as contas com Deus depois sobre o que está roubando.", diz o fiel Josnaldo Paes da Silva, analista de suporte de 38 anos. O pensamento dele, batista desde que nasceu por influência de sua família, também evangélica, é compartilhado por Grasyela Pereira Trindade, hoje fiel à Bola de Neve Church mas que nasceu dentro da Assembléia de Deus.
    "Me sentiria muito mal se soubesse [que o dinheiro do dízimo está sendo mal investido], mas não entrego com essa crença. Entrego nas mãos de Deus e peço que ele toque o coração das pessoas. Mas eu não tenho certeza, tenho ciência de que pode não ser usado, não dá mais para acreditar no ser humano". Grasy veio fugida do Paraná para São Paulo para estudar teatro e achou na Bola de Neve Church um abrigo.
    Quem vigia os dizimistas?
    É para oferecer este controle que o iDizimo foi criado. Esqueça a péssima frase de efeito anterior e se atenha ao seguinte: todo o serviço administrativo antes feito à mão agora pode ser substituído por uma ferramenta desenvolvida por Márcio Rubio da Rocha, ainda na faculdade de Sistemas de Informação, na qual se formou. A idéia do software que controla e organiza as entradas e saídas das doações surgiu de uma atividade exigida em uma disciplina do curso de Márcio. "Meu professor pediu para que desenvolvêssemos uma ferramenta e como sempre fui muito ligado à Igreja, pensei em como ajudar minha paróquia", diz o diretor executivo da iDizimo.
    Presente em trinta paróquias espalhadas por São Paulo, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e Espírito Santo, o software não exige instalação, pode ser gerenciado de qualquer computador com acesso à internet e oferece à paróquia dados completos, relatórios e gráficos da verba arrecadada. "Cobramos R$ 67 pelo uso e pela manutenção do serviço e já estamos com paróquias testando o iDizimo no Maranhão e na Paraíba".
    Essa facilidade, no entanto, ainda é privilégio dos católicos. "O sistema iDizimo.com está restrito à Igreja Católica. Outras Igrejas não-católicas já vieram procurar sim nosso sistema, porém estamos em fase de desenvolvimento, pois para outras igrejas não-católicas não deve aparecer em nenhum momento referências sobre o Vaticano, Igreja Católica", explica João Chaves, diretor de desenvolvimento da empresa.
    Essa organização e controle de gastos e receita pode parecer próxima demais do sistema de empresa "capitalista-selvagem", mas é apenas a justa e necessária adaptação. Donas de uma história que as transformam em instituições sem fins lucrativos, as Igrejas como um todo estão inseridas no terceiro setor, mas por causa dos compromissos junto à sociedade organizada, precisam se apoiar em pilares do segundo setor.
    "O que normalmente encontraram com excelência no segundo setor? Planejamento, objetividade, orçamento, análise, profissionalimo e paixão", aponta o Padre Jerônimo Gasques. O que o sacerdote quis dizer? Bom, que mesmo que seja iminentemente parte do terceiro setor, o mundo moderno fez com que a Igreja se visse, financeiramente, como uma empresa, não no sentido do lucro, mas sim no sentido da necessidade de organização para evitar a falência. "A comunidade cristã não vai ao dízimo como mera forma de se captar recursos. Mostra a todos que levantar recursos não é um mal necessário, mas parte da atividade de sua organização. É uma oportunidade de receber benefícios daqueles que investem na sua visão, como também de fazê-los sentirem-se realizados por cumprirem sua missão neste mundo", explica.
    O livro do sacerdote, editado este ano pela editora Paulus, quer responder para comunidade e sacerdotes a seguinte pergunta: como fazer para que o dízimo seja considerado "a" fonte de renda da Igreja? Mesmo que escrito para a comunidade católica, o livro apresenta argumentos que servem para todas as religiões que fazem a captação do dízimo.
    Mas qual o jeito mais interessante de fazê-lo? "Historicamente o povo israelita poderia dizimar suas colheitas, seu gado, ou seja, o fruto de seu trabalho em espécie", explica Wilson. "É possível que haja alguns lugares onde essa forma de contribuição seja feita. A forma de captação se moderniza. Há igrejas que recebem em espécie, outras, mais modernizadas, que recebem por boleto ou depósito bancário, ou por cartão de débito, etc. A criatividade é imensa". Sim, há todas estas formas de pagar o dízimo, ou dizimar, como dizem alguns evangélicos. Assim como a Igreja evoluiu para um tipo de instituição organizada sem fins lucrativos, nada mais pertinente das formas de pagamento evoluírem também.
    Por Pedro Jansen

    Padres e pastores têm que estudar muito


    Joel Vieira da Silva mora em Florianópolis há 16 anos. Até pouco tempo jogava bola toda semana, com os amigos. De vez em quando, pega uma praia no final de semana e agora, com o nascimento da primeira neta, parece não faltar mais nada. Em 54 anos de vida já morou no Mato Grosso, em São Paulo e no Paraná. Sua segunda-feira começa com um sonho de vários trabalhadores: folga. Isso porque no dia anterior trabalhou até às 22h. Joel é pastor da 1ª Igreja Presbiteriana de Florianópolis, de denominação cristã protestante.
    Sua rotina é basicamente a mesma de milhares de outros pastores presbiterianos. Dedica uma parte de seu dia ao estudo da Bíblia. Nas tardes de terça a quinta, tem expediente na igreja, atendendo àqueles que o procuram para aconselhamento. Às sextas visita idosos e enfermos da comunidade. Sábado é dia de fazer casamentos e participar de eventos dos diversos grupos da igreja. A semana termina no domingo com os três cultos liderados pelo Pastor Joel.
    Pastores presbiterianos
    Como pastor presbiteriano, Joel teve que passar por um seminário específico, mas nos moldes dos que os os padres católicos frequentam. Segundo as últimas estatísticas da Igreja Presbiteriana do Brasil, em 2003, havia 3.162 pastores para 2.304 igrejas, um cenário tão difícil quanto o mercado de trabalho no Brasil. O "processo de seleção" é mais difícil do que em muita multinacional com seus programas de trainee. Se algum membro da igreja presbiteriana tem a intenção de ser pastor, ele deve comunicar a intenção ao Conselho (grupo de pastores e presbíteros que administram uma igreja) e, durante três anos, é acompanhado, observado e avaliado por esse grupo. Caso seja aprovado, é encaminhado ao Presbitério (reunião de pastores de uma região e seu respectivo presbítero) para nova avaliação.
    Daí passa por exames médicos e psicológicos antes de ser encaminhado ao seminário. Lá, ele aprende grego e hebraico - línguas em que foram escritos, respectivamente, Novo e Velho Testamento -, estuda História, Filosofia e Teologia. Depois de quatro anos, adivinha? Não, ele ainda não é pastor. Como bacharel em Teologia, ele deve apresentar uma tese sobre um ponto teológico e uma exegese, um trabalho de análise de uma passagem da Bíblia, na língua original em que foi escrita. Depois disso, o bacharel torna-se licenciado.
    Segundo o Reverendo Ageu Cirilo de Magalhães Júnior, diretor do Seminário Teológico Presbiteriano Reverendo José Manoel da Conceição [JMC], o processo de licenciatura pode durar até dois anos. "Neste período, o licenciado é encaminhado a um trabalho prático que será muito parecido com o pastorado em si. Nestes dois anos ele será observado no campo de atuação para que o Presbitério averigue se ele pode ser pastor mesmo. Ao final deste período ele retorna ao Presbitério", conta o Rev. Ageu. Só após a licenciatura, pode-se marcar a data da ordenação, ou seja, o dia em que torna-se pastor.
    Mas e esse "Reverendo" ali em cima? O próprio Ageu responde: "Reverendo nada mais é que um pronome de tratamento. Assim como é respeitoso dirigir-se a um deputado com 'Vossa Excelência' é de bom tom tratar um pastor, ou líder religioso de forma geral, com o pronome 'Reverendo'. Todavia, poucas igrejas tem o costume de chamar seus pastores de Reverendos". Muitas igrejas chamam não só de pastor, mas também de bispo e apóstolo. É o caso da Igreja Apostólica Renascer em Cristo.
    Diáconos, presbíteros, pastores, bispos e apóstolo 
    Na Igreja Presbiteriana também há diáconos e presbíteros. Porém, não há uma correlação entre um e outro. A função do diácono é a mesma tanto na Igreja Presbiteriana, como na Igreja Renascer: auxiliar nos serviços feitos dentro da igreja, como infraestrutura e logística. O diácono ajuda a preparar a ceia, recebe os visitantes, indica lugares vazios e dá informações aos fiéis. A diferença é de que na Renascer, para o membro chegar a ser pastor, ele deve primeiro passar pela diaconia e ter sido presbítero, nessa ordem. As duas igrejas são cristãs protestantes, mas com doutrinas diferentes. Esse é o detalhe que diferencia a maioria das igrejas protestantes entre si, como a Batista, Metodista, Quadrangular, Assembléia, Renascer, Universal e por aí vai. Não chegam a ser religiões diferentes, mas denominações diferenciadas, cada uma com sua doutrina, com relação ao batismo, ceia, casamentos e questões espirituais.
    Mas voltemos ao princípio. Digamos que você seja membro da Renascer e tem atuado na igreja de forma significativa, auxiliando o andamento da comunidade. Sem cargo definido, pode ser convidado a ser diácono e oficializar o que já tem feito. Há quem goste de ficar no cargo e se identifique com ele, mas há quem desenvolva outras áreas de atuação, como o estudo da Bíblia e atividades que lidem mais com a espiritualidade das pessoas da comunidade. Originalmente, os presbíteros eram os anciãos das igrejas no início do cristianismo. Na Renascer, são como co-pastores, ou seja, líderes que estão se preparando para o passo seguinte, ser o pastor que lidera uma igreja local. Depois vem o bispo e, por fim, o apóstolo.
    O bispo tem as mesmas funções que os pastores, mas também trabalha na parte administrativa da comunidade. O Bispo Kléber Eduardo Falconi explica que também faz parte do trabalho ser pastor de pastores. Além disso, por ser bispo, é o responsável por várias igrejas dentro de uma região.
    O processo para se tornar um pastor ou bispo não é mais fácil do que na presbiteriana. O interessado também passa por uma espécie de seminário, chamado Curso Escola de Profetas, na qual o Bp. Kléber é professor e instrui os que aspiram ao pastorado. Apesar do nome 'profeta', não existe essa nomenclatura para líderes da Renascer. O grau máximo de hierarquia na igreja é o de apóstolo, no caso, o do Apóstolo Estevão Hernandes. O Bp. Kléber explica porque Hernandes é o único a ter esse título. "Na verdade, não é algo premeditado. A nomeação de um apóstolo acontece mais pela necessidade que vemos dele atuar, naquele contexto. O apóstolo não prega a Renascer ou qualquer outra igreja, mas apenas Jesus Cristo".
    Pastores? Apóstolo? Padre?
    A Igreja Presbiteriana do Brasil não aceita o nome 'apóstolo' como denominação porque, para eles, o apóstolo é quem andou com Jesus e viu a ressurreição de Cristo. Apenas o apóstolo Paulo (ou São Paulo, para os católicos) que foi instituído com esse nome. A Bíblia conta que Paulo foi abordado por Jesus, que já havia ressuscitado, e o chamou para ser seu discípulo. Por isso, ele foi considerado um dos apóstolos, pois foi instruído pelo próprio Jesus. Mas a Renascer não vê problema em nomear alguém como apóstolo, baseando-se também na Bíblia, em que Barnabé, outro cristão, teria sido enviado para pregar aos que não conheciam a Cristo.
    Assim acredita também o Padre Marcelo Jordan Vaz da Silva. A Igreja Católica considera que os primeiros padres foram os próprios apóstolos. Só depois surgiram os padres propriamente ditos, a partir de São Justino. Padre, do latim Pater, significa 'pai', na concepção religiosa da palavra. Para o padre, a vocação para o ministério já nasce com a pessoa e ela apenas se desenvolve ao longo dos anos.
    Assim aconteceu com ele que era coroinha e ajudava o padre local a realizar missas na cidade de Curvelo, Minas Gerais. Um privilégio para a região, já que há lugares no Brasil em que o padre marca apenas um dia do ano para realizar todos os ofícios de uma só vez. Nas populações ribeirinhas, no Amazonas, casamento, batismo, ceia, missa e o que mais tiver são marcados no mesmo dia e oficializados pelo padre, que vai lá uma vez ao ano.
    Em São Paulo a história é diferente. Na paróquia Nossa Senhora de Lurdes, na Pompéia, onde o Pe. Marcelo é pároco, há missa todos os dias. A folga dele é na quarta-feira, dia em que um padre convidado celebra a missa. "O ideal seria que o católico fosse à igreja todos os dias, mas sabemos que não é possível", conta. Sobre o chamado para o sacerdócio, ele diz orgulhoso: "Para ser padre, a vida sacerdotal passa primeiro pelo coração da mãe do candidato, assim como aconteceu com Santa Mônica, mãe de Santo Agostinho, e assim foi comigo".
    Algumas denominações fazem uso dos nomes para validarem suas posições na hierarquia. Dessas diversas comunidades, não há uma igreja que centralize ou defina regras para todas as demais, como acontece com a Igreja Católica. Cada igreja utiliza o termo que acha melhor. Pastor, padre, presbítero, bispo, apóstolo, profeta, gideão ou o que for. Ao me despedir do Pe. Marcelo, sem querer soltei um "Obrigado, pastor". Peço desculpas e explico que conversei muito com pastores e confundi. Ele diz que não tem problema, já que é a mesma coisa, só muda o nome. A mesma coisa, aliás, foi o que disseram o padre e o pastor presbiteriano: "Deus te abençoe, meu filho, a sua profissão e a sua família". Obrigado, pastor. E padre.

    S. PEDRO e S. PAULO, Apóstolos

    Dos sermões de Santo Agostinho, bispo

    (Sermão 295, 1-2.4.7-8: PL 38, 1348-1352) (Sec. V)

    Estes mártires deram testemunho do que viram

    O dia de hoje é para nós dia sagrado, porque nele celebramos o martírio dos apóstolos São Pedro e São Paulo. Não falamos de mártires desconhecidos. A sua voz ressoou por toda a terra e a sua palavra até aos confins do mundo. Estes mártires deram testemunho do que tinham visto: seguiram a justiça, proclamaram a verdade, morreram pela verdade.
    São Pedro é o primeiro dos Apóstolos, ardentemente apaixonado por Cristo, aquele que mereceu ouvir estas palavras: E Eu te digo que tu és Pedro. Antes dissera ele: Tu és Cristo, o Filho de Deus vivo. E Cristo respondeu-lhe: E Eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja. Sobre esta pedra edificarei Eu a mesma fé de que tu dás testemunho. Sobre a mesma afirmação que tu fizeste: Tu és Cristo, o Filho de Deus vivo, edificarei Eu a minha Igreja. Porque tu és Pedro. «Pedro» vem de «pedra»; não é «pedra» que vem de «Pedro». «Pedro» vem de «pedra», como «cristão» vem de «Cristo».
    O Senhor Jesus, antes da sua paixão, escolheu, como sabeis, os discípulos a quem chamou Apóstolos. Entre estes, só Pedro mereceu representar em toda a parte a personalidade da Igreja inteira. Porque sozinho representava a Igreja inteira, mereceu ouvir estas palavras: Dar-te-ei as chaves do reino dos Céus. Na verdade, quem recebeu estas chaves não foi um único homem, mas a Igreja única. Assim se manifesta a superioridade de Pedro, porque ele representava a universalidade e unidade da Igreja, quando lhe foi dito: Dar-te-ei. Era-lhe atribuído nominalmente o que a todos foi dado. Com efeito, para que saibais que a Igreja recebeu as chaves do reino dos Céus, ouvi o que o Senhor diz noutro lugar a todos os seus Apóstolos: Recebei o Espírito Santo. E logo a seguir: Àqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhes-ão perdoados; àqueles a quem os retiverdes ser-lhes-ão retidos.
    No mesmo sentido, também depois da ressurreição, o Senhor confiou a Pedro o cuidado de apascentar as suas ovelhas. Na verdade, não foi só ele, entre os discípulos, que recebeu a missão de apascentar as ovelhas do Senhor. Mas, referindo-se Cristo a um só, quis insistir na unidade da Igreja. E dirigiu-se a Pedro, de preferência aos outros, porque entre os Apóstolos, Pedro é o primeiro.
    Não estejas triste, ó Apóstolo. Responde uma vez, responde outra vez, responde pela terceira vez. Vença por três vezes a tua profissão de amor, já que três vezes o temor venceu a tua presunção. Tens de soltar por três vezes o que por três vezes ligaste. Solta por amor o que ligaste pelo temor. E assim, uma vez e outra vez e pela terceira vez, o Senhor confiou a Pedro as suas ovelhas.
    Num só dia celebramos o martírio dos dois Apóstolos. Na realidade, os dois eram como um só; embora tenham sido martirizados em dias diferentes, deram o mesmo testemunho. Pedro foi à frente; seguiu-o Paulo. Celebramos a festa deste dia para nós consagrado com o sangue dos dois Apóstolos. Amemos e imitemos a sua fé e a sua vida, os seus trabalhos e sofrimentos, o testemunho que deram e a doutrina que pregaram.

    Papa encerra Ano Paulino e revela ter encontrado restos de São Paulo


    Cidade do Vaticano, 28 jun (EFE).- O Papa Bento XVI encerrou hoje o Ano Paulino e revelou que restos que estão na Basílica de São Paulo Extramuros, em Roma, pertencem ao Apóstolo dos Gentios.
    Diante de milhares de fiéis e representantes do Patriarcado Ecumênico de Constantinopla, reunidos na basílica dedicada ao apóstolo Paulo, o papa informou que recentemente uma sonda foi inserida no sarcófago que se conserva sob o altar maior local.
    A sonda revelou a existência, no interior do sarcófago, de um precioso tecido de linho de cor púrpura laminado em ouro puro e outro de cor azul com fios de linho, assim como de grãos de incenso vermelho e substâncias protéicas e calcárias.
    Também foram encontrados pequenos fragmentos ósseos, que foram submetidos a exames por "especialistas que desconheciam de onde provinham, e que deram como resultado pertencer a uma pessoa que viveu entre o primeiro e o segundo século", acrescentou o papa.
    "Tudo parece confirmar a unânime e incontrastável tradição de que se tratam dos restos mortais do apóstolo Paulo, o que nos enche de profunda emoção", afirmou o pontífice.
    Bento XVI, que dedicou este Ano Paulino às celebrações pelos 2 mil anos de nascimento de São Paulo, lembrou os vários escritos de Paulo de Tarso, entre eles as Cartas aos Romanos, nas quais fala do "homem novo".
    O papa disse que o homem velho é aquele cujo pensamento só está no ter, no possuir, no bem-estar, na influência, na fama, "tudo muito limitado".
    O "homem novo" deve ser, ainda de acordo com o papa, um homem renovado, valente, com uma fé adulta, "comprometido com a inviolabilidade da vida humana desde o momento da concepção, opondo-se ao princípio da violência, especialmente sobre os seres humanos mais desarmados".
    "Faz parte da fé adulta reconhecer o casamento entre um homem e uma mulher para toda a vida, como ordenamento de Deus e algo restabelecido por Cristo", acrescentou o bispo de Roma, que acrescentou que o "homem novo" não se deixa arrastar por qualquer corrente" nem pelos "ventos da moda".
    Bento XVI defendeu a verdade e disse que o poder do mal "é a mentira", e que o poder da fé, o poder de Deus, "é a verdade".
    O pontífice encerrou o Ano Paulino um dia antes da lembrança oficial no Vaticano de São Pedro e São Paulo, os patronos da Igreja Católica. 

    Monday, June 15, 2009

    O VOSSO AMOR DEVE OPOR-SE AO ÓDIO Mt 5,38-42


    Estamos diante da lei do Talião: “Ouvistes o que foi dito: Olho por olho, dente por dente”, embora à primeira vista pareça estar alimentando um sentimento de vingança, ela justamente deseja frear um ímpeto de vingança individual.
    Vivemos em época caracterizada por ilegalidade. Que tem invadido nossa sociedade a um grau imprevisto e sem precedente. Os que fazem da lei a sua profissão, estão sendo convocados para repensar o propósito da lei na sociedade. Em nossos dias o indivíduo exige seus próprios direitos e o direito de agir como lhe apraz. Pouca consideração se dispensa ao efeito que isto possa ter sobre a vida de outrem.
    Encontramos este princípio por todo o Novo Testamento. Vejamos o que Paulo diz. “O amor seja sem hipocrisia. Detestai o mal, apegando-vos ao bem. Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros” (Romanos 12:9-10). O justo manifesta amor. O amor é atencioso e altruísta. Como se revela esse amor?
    Paulo disse: “Abençoai aos que vos perseguem, abençoai, e não amaldiçoeis. Alegrai-vos com os que se alegram, e chorai com os que choram”. “Não vos vingueis a vós mesmos, amados [não vos apegueis a vossos direitos, não demandeis pelo que vos é devido], mas dai lugar à ira; porque está escrito: A mim me pertence a vingança; eu retribuirei, diz o Senhor”. Se for cometido algum erro, o entregue ao Senhor. Não se vingue, não busque seus próprios direitos. “Se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas vivas sobre a sua cabeça. Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem”. Paulo mostrou-nos o que nosso Senhor disse no capítulo 5 de Mateus: A pessoa tem direitos. Seus direitos foram violados. A pessoa pode exigir indenização. Mas o justo deixa esse problema com Deus, e demonstra amor e perdão até mesmo aos seus inimigos. Isso é justiça em ação.
    Paulo menciona de novo este mesmo princípio em 1 Coríntios 6. Aqui ele luta com o problema de um crente recorrer ao tribunal contra outro crente para cobrar o que de direito lhe pertence. Certo homem insistia em seus próprios direitos, e o apóstolo criticou o descrédito que esse testemunho trazia ao mundo incrédulo: “Por que não sofreis antes a injustiça? Por que não sofreis antes o dano?” Paulo disse que o sinal do homem piedoso é abrir mão de seus direitos para que possa manifestar o amor altruísta de Cristo.” O amor não pratica o mal contra o próximo; de sorte que o cumprimento da lei é o amor”, diz o apóstolo Paulo em Romanos 13:10. A lei nos dá direitos, mas também nos dá a liberdade de renunciar a eles, e assim manifestar a justiça de Cristo. Temos nossos direitos, e a Palavra de Deus os protege. Temos, também, a liberdade de renunciar a eles para demonstrar o amor de Cristo. Não é a demanda por seus direitos que caracteriza o justo, mas o desistir deles é que destaca o homem que agrada a Deus.
    Jesus no Evangelho de hoje, com as palavras, vai progressivamente nos conduzindo a ir além desta lei. Fazendo-nos reconhecer o não revide: oferecer a outra face; deixar também o manto; caminhar com ele dois mil passos. Jesus apresenta uma referência baseada, não na lei da justiça judaica, isto é, o que é devido a cada um, mas na lei da graça e do amor. Ouvistes o que foi dito: ‘Olho por olho e dente por dente!’ Eu, porém, vos digo: Não enfrenteis quem é malvado! Pelo contrário, se alguém te dá uma tapa na face direita, oferece-lhe também à esquerda! Se alguém quiser abrir um processo para tomar a tua túnica, dá-lhe também o manto! Se alguém te forçar a andar um quilômetro, caminha dois com ele! Dá a quem te pedir e não vires às costas a quem te pede emprestado.
    Desta maneira, Ele nos leva ao mandamento da caridade, não só para melhor compreendê-lo, mas também como concretamente vivê-lo. O Senhor nos ordena a dar a todos, tudo o que eles nos pedem: que todos sejam cumulados, por nossa generosidade, de tudo o que lhes falta.
    Façamos de modo que eles não sofram nem de sede, nem de fome, nem da falta de vestes. E então, seremos encontrados dignos dos bens que faltam a nós mesmos e que pedimos a Deus, pois o costume de dar nos merecerá obtê-los. Ademais, há mais alegria em dar do que em receber.
    É urgente que aos nossos ouvidos soem as palavras de Jesus: vencer o mal com o bem, e tornar concreto em nosso agir o mandamento do amor fraterno.
    Peçamos ao Senhor que encha nossos corações com as graças do Seu Espírito Santo; com amor, alegria, paz, paciência, bondade e humildade. E nos ensine a amar os que nos odeiam; a rezar pelos que nos perseguem. E com o Seu auxílio, renunciar aos prazeres deste mundo e a desejar uma nova terra e novos céus.
    Pai, não permita que a violência tome conta do meu coração; antes, torna-me capaz de responder, com gestos de amor, a quem me faz o mal.


    Il mare in fasce

    don Marco Pratesi  
    Vangelo: Mc 4,35-41   Clicca per vedere le Letture (Vangelo: Mc 4,35-41)

    La breve lettura si trova all'inizio del primo discorso col quale Dio risponde alla contestazione di Giobbe riguardo al problema della sofferenza umana (38,1-40,5). Introdotto dal v. 1 (il Signore parla dall'uragano, come nelle grandi teofanie), Dio risponde facendo a sua volta domande. Il nostro brano è parte di una serie di quattro domande: la prima (vv. 4-7) riguarda la creazione della terra, la seconda (8-11, la nostra pericope) del mare, la terza (12-15) lo spuntare del giorno, la quarta (16-21) l'abisso tenebroso e la morte. 
    Il discorso di Dio mira nel complesso a mostrare che Giobbe - l'uomo - non ha titolo per valutare nell'insieme l'opera di Dio ed emettere un verdetto sul progetto complessivo che ci sta dietro: "Chi è mai costui che oscura il mio progetto con parole da ignorante?" (v. 2). 
    I quattro elementi su cui vertono le domande sembrano disposti a coppie antitetiche: terra e mare, luce e tenebra. L'uomo non ha la capacità di penetrare efficacemente la realtà né nel suo aspetto luminoso, solare, positivo, né nel suo lato scuro e negativo. 
    Il mare evoca per eccellenza una forza incontenibile, straripante, estranea, ingestibile, sempre sul punto di inghiottire il mondo umano e la vita. Dio però lo ha chiuso in limiti precisi e invalicabili e anzi - immagine singolare - il mare è presentato di fronte a lui come un neonato, che Dio avvolge in fasce, in questo caso molto particolari: nube e oscurità. Dio domina completamente il mare e la sua forza. Chi può dire altrettanto? "Dominare" significa afferrare e tenere in pugno, sia nel senso di comprendere che di gestire. L'uomo non ha di per sé questa capacità, e quando lo dimentica "oscura" il progetto di Dio, non in se stesso ma nella propria vita e nella propria coscienza. 
    Tutto ciò Dio lo ricorda a Giobbe non per opprimerlo col senso di inferiorità e imporre la propria supremazia, ma per chiedergli fiducia. L'esatta presa d'atto dei propri limiti serve per edificare il rapporto Dio-uomo su basi autentiche, veritiere. Il progetto di Dio non si limita comunque a questa pur necessaria e indispensabile umiltà, non finisce qui. Un giorno il Dio che "parla dall'uragano" si farà infante, e poi uomo che comanda al mare. Conoscienza e potenza sono sì legate, ma non come vorrebbe l'umana illusione di onnipotenza: conoscendo l'umiltà di Dio, partecipiamo al suo potere. Solo allora "sapere è potere": nell'umiltà fiduciosa il mare anche per noi diviene un neonato in fasce.

    Friday, June 12, 2009

    « Dio creò l'uomo a sua immagine, maschio e femmina li creò » (Gen 1,27)

    Traduzione liturgica della Bibbia

    Meditazione del giorno

    Paolo VI, papa dal 1963 al 1978
    Humanae vitae, 8-9

    « Dio creò l'uomo a sua immagine, maschio e femmina li creò  » (Gen 1,27)

    L'amore coniugale rivela massimamente la sua vera natura e nobiltà quando è
    considerato nella sua sorgente suprema, Dio, che è Amore... Il matrimonio
    non è quindi effetto del caso o prodotto della evoluzione di inconsce forze
    naturali: è stato sapientemente e provvidenzialmente istituito da Dio
    creatore per realizzare nell'umanità il suo disegno di amore. Per mezzo
    della reciproca donazione personale... gli sposi tendono alla comunione
    delle loro persone, con la quale si perfezionano a vicenda, per collaborare
    con Dio alla generazione e alla educazione di nuove vite. Per i battezzati,
    poi, il matrimonio riveste la dignità di segno sacramentale della grazia,
    in quanto rappresenta l'unione di Cristo e della Chiesa (Ef 5,32).In questa luce appaiono chiaramente le note e le esigenze caratteristiche
    dell'amore coniugale... È prima di tutto amore pienamente umano, vale a
    dire sensibile e spirituale. Non è quindi semplice trasporto di istinto e
    di sentimento, ma anche e principalmente è atto della volontà libera,
    destinato non solo a mantenersi, ma anche ad accrescersi mediante le gioie
    e i dolori della vita quotidiana; così che gli sposi diventino un cuor solo
    e un'anima sola, e raggiungano insieme la loro perfezione umana. È poi amore totale, vale a dire una forma tutta speciale di amicizia
    personale, in cui gli sposi generosamente condividono ogni cosa, senza
    indebite riserve o calcoli egoistici. Chi ama davvero il proprio consorte,
    non lo ama soltanto per quanto riceve da lui, ma per se stesso, lieto di
    poterlo arricchire del dono di sé. È ancora amore fedele ed
    esclusivo fino alla morte. Così infatti lo concepiscono lo sposo e la sposa
    nel giorno in cui assumono liberamente e in piena consapevolezza l'impegno
    del vincolo matrimoniale.... È infine amore fecondo, che non si esaurisce
    tutto nella comunione dei coniugi, ma è destinato a continuarsi, suscitando
    nuove vite.


    VDG

    Thursday, June 11, 2009

    As Bem-Aventuranças Mt. 5, 1-12

    Sermão da Montanha, introduzido pela proclamação das bem-aventuranças, é o programa do Reino dos Céus já presente entre nós. Elas constituem as virtudes de Jesus. São, segundo Santo Agostinho, uma regra perfeita de vida cristã. Nas bem-aventuranças encontramos valores universais, que podem ser entendidos e acolhidos por todos. As bem-aventuranças são o caminho concreto para a transformação deste mundo em um mundo de fraternidade, justiça e paz.

    Bem Aventurados os pobres de espírito (…). Os bens, desde que sejam adquiridos com justiça, devem ser possuídos e administrados em justiça. A ganância é contrária à pobreza de espírito. Deixemos que o Espírito nos dê um coração de pobre. Somos mendigos do Espírito.

    Bem Aventurados os que choram (…). Vivamos numa experiência da misericórdia divina no nosso coração. Deixemos que Deus enxugue as nossas lágrimas e recebamos a sua consolação. Acreditemos que por maiores que sejam os nossos sofrimentos e dores, a Misericórdia divina superabunda tudo isso.

    Bem Aventurados os mansos (…). Conhecemos que a mansidão, a paciência e a humildade são caminhos para a glória eterna. Sejamos mansos, puros e humildes.

    Bem Aventurados os que têm fome e sede de justiça (…). A nossa fome e sede do espírito são de amor a Deus, que é justiça e de amor ao próximo. Desenvolvamos essa fome espiritual, que só a fé sacia.

    Bem Aventurados os misericordiosos (…). A misericórdia é a força do nosso coração. Como a anunciamos aos irmãos?

    Bem Aventurados os puros de coração (…). O nosso coração cresce em sinceridade e retidão para com os outros? Cultivamos um coração simples? Deixemos vivificar em nós, a experiência de que somos templos do Espírito Santo.

    Bem Aventurados os pacíficos (…). Os nossos valores éticos constituem uma afirmação evangélica contra as normas de uma sociedade desprovida do Deus de Amor. A Paz esteja convosco: disse-nos Jesus. Assim, ela é um dom de Deus. Somos construtores da paz. Nunca se esqueça que a Paz se opõe as atitudes de guerra, de agressividade, de conflito e de autoritarismo.

    Bem Aventurados os que sofrem perseguição (…). As perseguições, mentiras e ataques perseguem os discípulos de Jesus. Como ontem, assim hoje são perseguidos, às vezes até pela própria família. Você é perseguido? A explicação está aí. Por isso, aguente firme. Aceitemos tudo isso, para nos deixarmos morrer interiormente, afim de que Cristo ressuscite em nós. Que a partilha das Bem-Aventuranças contribua para uma vivência de vida cristã e de uma comunidade de amor. Deus te abençoe meu irmão, minha irmã, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, Amém!

    A Lei de Moisés

    A Lei de Moisés, como nós hoje a concebemos, é descrita nos livros bíblicos de Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio. Assim, para Jesus, a lei moral é obra da Sabedoria divina. Por isso, Podemos defini-la, em sentido bíblico, como uma instrução paterna, uma pedagogia de Deus. Ela prescreve ao homem os caminhos, as regras de procedimento que o levam à bem-aventurança prometida e lhe proíbe os caminhos do mal, que desviam de Deus e do Seu amor. E ao mesmo tempo, firme nos seus preceitos e amável nas suas promessas. Eis a razão do porque Jesus diz: o céu e a terra passarão; porém, nada será tirado da Lei - nem a menor letra, nem qualquer acento.

    A questão da obediência aos mandamentos divinos, ou tudo quanto Deus ordena, não visa à salvação, pois entra no campo da santificação, e não da justificação. Entender o papel da lei como meio de salvação seria um uso “ilegítimo” da mesma (1 Timóteo 1:8).

    O fracasso espiritual de Israel, que motivou sua rejeição como propriedade de Deus, não estava na lei, que é “perfeita”, “santa, justa, boa, espiritual, prazerosa” (Salmo 19:7; Romanos 7:12, 14, 22). Mas sim na atitude de autoconfiança do povo quanto às suas possibilidades de obedecê-la plenamente.

    Por isso é que Jesus dirigindo-se ao povo diz: Não pensem que eu vim para acabar com a Lei de Moisés ou com os ensinamentos dos Profetas. Não vim para acabar com eles, mas para dar o seu sentido completo. Assim, Ele ressaltou os princípios básicos da lei divina como sendo “amor a Deus sobre todas as coisas” e “amor ao próximo como a si mesmo” (Mateus 22:36-40). Paulo o confirma em Romanos 13:8-10 e ambos estes princípios sempre foram reconhecidos pelos cristãos como a síntese da lei divina tanto na linha “horizontal” ou seja, no amor ao próximo, quanto “vertical” o amor para com Deus, de relacionamento.

    Com uma pouca margem de erro diria que há preceitos de caráter cerimonial, civil e moral na lei divina independentemente de ocorrer tal linguagem “técnica” nas páginas bíblicas, fato reconhecido por Confissões de Fé e autoridades cristãs de diferentes confissões do passado e do presente. Em toda a Lei está a defesa da vida que a final é um dom de Deus.

    No sermão da montanha, bem como no diálogo com o jovem rico, ao Cristo tratar do verdadeiro espírito da lei, Ele lembra que Deus leva em conta não só a mera obediência ao seu texto, mas as reais e íntimas intenções do indivíduo quanto a tal obediência.

    Nenhum dos mandamentos da Lei de Deus tem aplicação limitada a Israel. O próprio princípio do sábado foi estendido aos “filhos dos estrangeiros” (Isaías 56:2-8), e todas as pessoas de todas as nacionalidades têm necessidade de um dia regular de repouso, daí porque “o sábado foi feito por causa do homem” (Marcos 2:27).

    No novo concerto os princípios básicos da lei divina são escritos por Deus nos corações e mentes dos Seus filhos, judeus ou gentios, nos moldes do que havia sido prometido ao antigo Israel em Ezequiel 36:26, 27 e Jeremias 31:31-33.

    Nos debates de Cristo com os escribas e fariseus sobre o sábado, Ele está corrigindo a prática extremada e insensível deles do Decálogo, e não combatendo uma norma estabelecida por Ele próprio como Criador e Legislador. De agora em diante, deve-se viver a novidade do Reino dos Céus, que é a prática e o ensino das bem-aventuranças.

    Corpus Domini


    Celebramos hoje a festa do Santíssimo Sacramento do Corpo e do Sangue do Senhor, reafirmamos a nossa fé na presença real e substancial de Cristo no pão e no vinho consagrados como alimento da nossa salvação. Diante de tão grande mistério, somos chamados a elevar os nossos corações para o alto e fazer eco à profissão de fé eucarística no pão e vinho.
    Esta festa de Corpus Christi foi instituída pelo papa Urbano IV em 11 de agosto de 1264, em vista de destacar a dimensão sacramental que a tradição romana associou à última ceia de Jesus, já celebrada na semana santa.
    A ceia é um momento de alegria, partilha e comunhão. Descartando comer o cordeiro pascal, Jesus apresenta-se como o pão que dá a vida, e o vinho que alegra a todos, inaugurando a nova celebração do Reino de Deus. A Eucaristia é a celebração da comunidade viva, animada pelo Espírito, unida em torno de Jesus, empenhada em cumprir a vontade do Pai, que é vida para todos.
    Por que o Senhor utilizou pão e vinho? Porque são os alimentos mais simples, mais comuns da mesa dos judeus. O pão e o vinho eram do dia-a-dia do pobre e do rico. Ainda hoje, nos países da bacia do Mediterrâneo, ao sentarmo-nos para o almoço ou jantar, encontramos logo na mesa uma garrafa d’água, uma garrafa de vinho e pão fatiado. Pois bem: Jesus não quis ser o Jesus dos grandes momentos, o Jesus de algumas poucas ocasiões; ele quis ser o Jesus de todos os dias, o Jesus de todos os momentos, o Jesus dos pobres e dos ricos, o Jesus de todos e de tudo. Por isso mesmo escolheu sinais tão ínfimos, tão humildes.  Mais uma vez, obrigado, Jesus, por tua humildade, por tua divina disponibilidade em se dar a nós de modo tão simples, tão desprovido de grandeza! Ensina-nos, pelo pão e vinho eucarístico, a virtude da humildade, da simplicidade, da arte de perceber o valor das coisas humildes e pequena, nas quais tu te escondes…
    Por que Jesus disse “é meu corpo, é meu sangue”? Corpo ou carne, na Bíblia, não é somente a musculatura da pessoa, mas toda ela – sua inteligência, seus sentimentos, seu corpo, suas emoções, seus planos… É dito carne ou corpo para significar que o homem é frágil, murcha como a erva do campo. Pois bem, quando Jesus diz: “Isto é o meu corpo”, ele quer dizer: “Isto sou eu com minha vida, que tomei de vós no seio de Maria, a Virgem. Eu vos dou minha humanidade: meus cansaços, meus sonhos, minhas andanças… Dou-vos tudo quando vivo no meio de vós, feito homem, eu, o Verbo que se fez carne!” E o sangue? Não significa simplesmente o líquido vermelho que corre nas nossas artérias. Sangue, na Bíblia, significa a vida. O sangue derramado significa a vida tirada, a vida violentada. Pois, vede que coisa tão linda: ao dizer “Isto é o meu sangue”, o Senhor está dizendo: “Eu vos dou toda a minha vida que se foi derramando por vós, desde o primeiro momento da minha existência humana. Fui me derramando por vós em cada cansaço, em cada decepção; fui me derramando em cada noite em oração, em cada agonia… até aquela última, da cruz e da sepultura…” Então, meus caros, “isto é o meu corpo, isto é o meu sangue” significa “isto sou eu todo, com o que tenho, com o que sou, com o que vivi e com o que morri, com o que amei e com o que sonhei, que agora entrego a vós e por vós”.
    Que podemos dizer? Senão simplesmente: Obrigado, Senhor, por esse amor tão grande, que te fez a nós te entregares assim, totalmente! Dá-nos a graça de, recebendo teu Corpo e Sangue, plenos do Espírito Santo, na força do mesmo Espírito, fazer de nossa vida uma entrega a Ti e, por Ti, a todos os irmãos e irmãs. Ensina-nos a ser para os outros pão repartido e dado por amor afim de que um dia possamos chegar ao Pai do Céu, onde convosco viveremos e reinaremos em comunhão com o Espírito Santo pelos séculos dos séculos! Amém.

    Saturday, June 06, 2009

    Santíssima Trinitá

    Santissima Trinità (Anno B) (07/06/2009)
    Vangelo: Mt 28,16-20   
    Clicca per vedere le Letture (Vangelo: Mt 28,16-20)

    In questa domenica dedicata alla Santissima Trinità, la liturgia, con la proclamazione di questo brano evangelico, ci immette in un discorso fondato sostanzialmente sulla concretezza della missione ecclesiale… ci fa stare con i piedi per terra. 
    Per cui siamo chiamati a non disquisire teoricamente sulla Trinità, ma più che altro a "rimboccarci le maniche" per farLa conoscere al mondo intero. 
    L'episodio evangelico descritto con maestria dall'evangelista Matteo ci presenta il Risorto, durante la sua l'ultima apparizione, nell'atto di conferire l'incarico missionario agli Undici Apostoli. Tale incarico è segnato principalmente da quattro verbi che caratterizzano sia l'essere missionario sia l'essere chiesa: andare; fare discepoli; battezzare; insegnare. 
    Andare… All'inizio di ogni attività missionaria o mandato ecclesiale ci deve essere movimento, dinamismo, voglia di fare, gioia nel voler collaborare con il Signore per la realizzazione del progetto di Dio. Non si può pensare di essere chiesa e stare fermi, inerti, aspettare che gli altri vengano, stare chiusi nel proprio guscio. All'interno della chiesa non c'è posto per la comodità. Ma ciò che caratterizza l'atteggiamento missionario è una "uscita" verso… un andare a trovare la gente… un cercare(rsi) il lavoro…. L'andare presuppone un partire senza riserve e pregiudizi e soprattutto senza paure o timori di qualsiasi genere. Elemento caratterizzante dell'andare è la fiducia incondizionata nella provvidenza di Dio. Nell'attività missionaria o apostolica non bisogna fare calcoli, ma è necessaria tanta preghiera e la consapevolezza che Dio provvederà ad ogni nostra esigenza… perché "Dio è Amore". 
    Fare discepoli… Questo verbo dice come la comunità si costruisce solo ed esclusivamente attorno all'insegnamento di Gesù. Infatti compito primario della chiesa è trasmettere ciò che Gesù ha detto e ha fatto… la finalità di tutta questa evangelizzazione è consentire agli uomini una maggiore dimestichezza e una più profonda familiarità con ciò che Gesù ci ha lasciato. Inoltre l'insegnamento è orientato alla scoperta della volontà di Dio e all'osservanza della stessa. Si può dire che unitarietà e dedizione sincera all'insegnamento sono garanzia di trasmissione fedele del "Deposito della Fede" che la Chiesa è chiamata gelosamente a custodire. Se l'attività del "fare discepoli" viene assunta come impegno e fine della nostra opera di evangelizzazione, si apre la strada che porta alla salvezza e si spalancano, come per incanto, le porte che introducono alla piena comunione Trinitaria. 
    Battezzandoli nel Nome… Il testo dice come l'azione della chiesa non è mirata a fare proseliti. Ma scopo fondamentale è l'istruire le persone e metterli nella condizione di fare una scelta sensata e convinta. Non ci può essere battesimo - immersione nell'amore di Dio - senza conoscenza di Dio. Dobbiamo ripensare a come, nella maggior parte dei casi, si arriva ai sacramenti. Provoca sconforto vedere come sono trattati i sacramenti e la delusione aumenta quando alcune volte anche i pastori delle comunità sono compiacenti e avvalorano il criterio della superficialità. Il sacramento, in modo particolare il battesimo, dice che apparteniamo a Qualcuno… siamo battezzati Nel Nome di… Questa dicitura dice come si entra in un legame indissolubile e in una appartenenza reciproca tanto da formare, come membra, un unico corpo… il cui Capo è il Risorto. 
    Insegnando… Se il fare discepoli è una proposizione dei valori e del contenuto della fede. Il secondo insegnamento è legato alla trasmissione di ciò che l'apostolo, testimone oculare, ha vissuto. In questa fase emerge tutta l'esperienza personale e tutto il valore della sequela e di come si può raggiungere effettivamente e realmente la salvezza. La vita non ha solo bisogno di ideali, ma prima degli ideali ci deve essere il Reale… per i battezzati gli ideali devono essere vissuti e collocati nella realtà del Risorto… in questo modo diventano elementi che aiutano il cammino della vita e non verità assolute a cui la vita tende. Ecco io… Non è il desiderio di chi ha nostalgia di un certo ambiente, ma è la volontà di Gesù di volersi annidare negli intrecci della storia, nel voler irrorare con la forza della sua risurrezione ogni minima e piccolissima parte della vita dell'uomo e del mondo per dare vitalità a una realtà o a un sistema che è curvato su se stesso e non è aperto alla trascendenza… l'azione missionaria della chiesa deve poter realizzare questo desiderio di Gesù… che è desiderio del Padre e dello Spirito. 

    Commento a cura di don Alessio De Stefano

    Tuesday, June 02, 2009

    S. MARCELINO e S. PEDRO, mártires

    S. MARCELINO e S. PEDRO, mártires

    2  Junho 

    Nota Histórica 
    O seu martírio, sofrido durante a perseguição de Diocleciano, é atestado pelo papa S. Dâmaso, que foi informado pelo próprio verdugo. Foram decapitados num bosque; mas os seus corpos foram trasladados e sepultados no cemitério «Ad lauros» na Via Labicana. Sobre o seu sepulcro foi construída uma basílica depois da paz de Constantino.
     
      
    Missa 
    ORAÇÃO
    Senhor, que nos defendeis e amparais com o glorioso testemunho dos vossos mártires São Marcelino e São Pedro, concedei-nos a graça de seguir os seus exemplos e de ser protegidos pela sua intercessão. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.
     
      
    Liturgia das horas 
    Da «Exortação ao martírio», de Orígenes, presbítero

    (Nn. 41-42: PG 11, 618-619) (Sec. III)

    Quem participa dos sofrimentos de Cristo, participará também da sua consolação

    Se da morte passámos para a vida ao passarmos da infidelidade para a fé, não nos admiremos de que o mundo nos odeie. Com efeito, quem não tiver passado da morte para a vida, mas permanece na morte, não pode amar aqueles que abandonaram a tenebrosa morada da morte, para entrar na morada feita de pedras vivas, onde brilha a luz da vida.
    Jesus deu a sua vida por nós; portanto também nós devemos dar a vida, não digo por Ele, mas por nós, quero dizer, por aqueles que hão-de ser construídos, edificados, com o nosso martírio.
    É chegado o tempo, ó cristão, de nos gloriarmos. Está escrito: Não só isso, mas gloriamo-nos também nas tribulações, sabendo que a tribulação produz a constância, a constância uma virtude sólida, a virtude sólida a esperança; e a esperança não nos engana. Porque o amor de Deus foi derramado nos nossos corações pelo Espírito Santo.
    Se do mesmo modo que abundam os sofrimentos de Cristo, assim também por Cristo abunda a consolação, recebamos com entusiasmo os sofrimentos de Cristo; e oxalá eles abundem em nós, se desejamos a consolação abundante, reservada a todos os que choram, embora não se possa dizer que seja em medida igual; porque se a consolação fosse em medida igual para todos, não estaria escrito: Do mesmo modo que abundam em nós os sofrimentos de Cristo, assim também abunda a nossa consolação.
    Os que participam dos sofrimentos participarão também da consolação que Cristo dará em proporção com os sofrimentos suportados por amor d’Ele. É isto o que nos ensina aquele que afirmava cheio de confiança: Assim como participais nos sofrimentos, também participareis na consolação.
    Diz também Deus por boca do Profeta: No tempo favorável Eu te ouvi e no dia da salvação Eu te ajudei. E que tempo mais favorável do que a hora em que, por causa do nosso amor a Deus em Cristo, somos publicamente levados sob custódia neste mundo, mais porém como triunfadores, do que como vencidos?
    Na verdade, os mártires de Cristo, a Ele unidos, destroçam os principados e as potestades, com Cristo triunfam sobre eles; e, deste modo, tendo participado nos seus sofrimentos, tomam parte também nos merecimentos que Ele alcançou com a sua heróica fortaleza. Que outro dia de salvação haverá tão verdadeiro como aquele em que deste modo deixais a terra?
    Suplico-vos que não deis a ninguém ocasião de escândalo, para que não seja desacreditado o nosso ministério; mas comportai-vos em tudo como ministros de Deus, com grande paciência. E dizei: E agora, que posso eu esperar? A minha esperança está no Senhor.

    São Justino

    Liturgia das horas 
    Das Actas do martírio de São Justino
    e dos seus companheiros

    (Cap. 1-5: cf. PG 6, 1566-1571) (Sec. II)

    Abracei a doutrina verdadeira dos cristãos

    Aqueles homens santos foram presos e levados ao prefeito de Roma, chamado Rústico. Estando eles diante do tribunal, o prefeito Rústico disse a Justino: «Primeiramente, manifesta a tua fé nos deuses e obedece aos imperadores». Justino respondeu: «Não podemos ser acusados nem presos por obedecer aos mandamentos de Jesus Cristo, nosso Salvador».
    Rústico perguntou: «Que doutrinas professas?». Justino disse: «Procurei conhecer todas as doutrinas, mas acabei por abraçar a doutrina verdadeira dos cristãos, embora ela não agrade àqueles que vivem no erro».
    O prefeito Rústico inquiriu: «Que verdade é essa?». Justino explicou: «Adoramos o Deus dos cristãos, a quem consideramos como o único criador, desde o princípio, e artífice de toda a criação, das coisas visíveis e invisíveis; e adoramos o Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, de quem foi anunciado pelos Profetas que viria ao género humano como mensageiro da salvação e mestre da boa doutrina. E eu, porque sou homem e nada mais, considero insignificante tudo o que digo para exprimir a sua divindade infinita, mas reconheço o valor das profecias, que previamente anunciaram Aquele que afirmei ser o Filho de Deus. Sei que eram inspirados por Deus os Profetas que vaticinaram a sua vinda para o meio dos homens».
    Rústico perguntou: «Portanto, tu és cristão?». Justino confirmou: «Sim, sou cristão».
    O prefeito disse a Justino: «Ouve, tu que és tido por sábio e julgas conhecer a verdadeira doutrina: se fores flagelado e decapitado estás convencido de que subirás ao Céu?». Justino respondeu: «Espero entrar naquela morada, se tiver de sofrer o que dizes, pois sei que a todos os que viverem santamente lhes está reservada a recompensa de Deus até ao fim dos séculos».
    O prefeito Rústico perguntou: «Então, tu supões que hás-de subir ao Céu, para receber algum prémio em retribuição?». Justino disse: «Não suponho, sei-o com toda a certeza».
    O prefeito Rústico retorquiu: «Bem, deixemos isso e vamos à questão de que se trata, à qual não podemos fugir e é urgente. Aproximai-vos e todos juntos sacrificai aos deuses». Justino respondeu-lhe: «Não há ninguém que, sem perder a razão, abandone a piedade para cair na impiedade».
    O prefeito Rústico continuou: «Se não fizerdes o que vos é mandado, sereis torturados sem compaixão». Justino disse: «Desejamos e esperamos chegar à salvação através dos tormentos que sofremos por amor de Nosso Senhor Jesus Cristo. O sofrimento garante-nos a salvação e dá-nos confiança perante o tribunal de nosso Senhor e Salvador, que é universal e mais terrível que o teu».
    E os outros mártires disseram o mesmo: «Faz o que quiseres; porque nós somos cristãos e não sacrificamos aos ídolos».
    O prefeito Rústico pronunciou então a sentença, dizendo: «Os que não quiseram sacrificar aos deuses e obedecer à ordem do imperador, sejam flagelados e conduzidos ao suplício, segundo as leis, para sofrerem a pena capital». Glorificando a Deus, os santos mártires saíram para o lugar do costume; e ali foram decapitados e consumaram o seu martírio, dando testemunho da fé no Salvador.

    S. JUSTINO, mártir

    1  Junho 

    Nota Histórica 
    Justino, filósofo e mártir, nasceu no princípio do século II, em Flavia Neapoli (Nablus), na Samaria, de família pagã. Tendo-se convertido à fé, escreveu diversas obras em defesa da religião; mas apenas se conservam as duas Apologias e o Diálogo com Trifão. Abriu uma escola em Roma, onde tinha públicas disputas. Sofreu o martírio, juntamente com seus companheiros, no tempo de Marco Aurélio, cerca do ano 163.